Mais dicas para baixar a fatura da eletricidade

Eu, neste momento, estou a poupar cerca de 60 € por ano (sem fazer rigorosamente nada). E você?

A crónica de poupança que escrevi esta semana na revista Visão é para quem já mudou para o mercado liberalizado e para quem ainda não mudou.

Podem ler aqui ou no link para a revista, no final.

Conheço muita gente que ainda não mudou. ´”Mudar para quê? Compensa dar-me ao trabalho de mudar? Será que vale a pena?”. É o que mais ouço.

Logo no princípio do mercado liberalizado compensou bastante fazer a mudança. Várias empresas chegaram a oferecer 10% de desconto na fatura total na electricidade e no gás (algumas até mais). Mais recentemente, esses descontos maiores foram descendo e raramente passam dos 5% (no momento em que escrevo o que tenho é de 3%). Em alguns casos, para ter descontos maiores tem de associar produtos ou serviços que “comem” qualquer benefício. Em determinadas situações, ainda fica a pagar mais do que antes (embora tenha mais um serviço ou um seguro).

Seja como for, se sair da EDP “antiga” tem sempre a garantia (até agora) de que nunca sairá prejudicado. Os preços no mercado liberalizado têm sempre descontos sobre os valores praticados no mercado regulado. Pode ser pouco, mas é sempre mais barato. Então porquê pagar mais?

Por exemplo, o desconto que tenho na eletricidade é de 3% no consumo e potência contratada. Poupo normalmente 5 € por mês. Se repetir estes consumos todos os meses poupo mais de 60 € por ano. É muito? Não. Mas é melhor que nada, certo? Gosto sempre de traduzir estas “pequenas” poupanças em litros de leite para os valores terem alguma leitura. Com este desconto anual consigo comprar 120 litros de leite. Para muitas famílias é relevante e, mais uma vez, é uma poupança que não muda em nada a nossa vida. Continuamos a gastar a luz que gastamos habitualmente. Não temos de desligar nenhuma luz. Pagamos menos simplesmente.

Mas tenha em atenção um detalhe para não ser enganado. Muitas empresas oferecem descontos “chorudos” mas, depois de ler nas letras miudinhas, percebe que afinal é só na potência contratada e não sobre o consumo. Ou seja, são apenas migalhas. Escolha, sempre que possível, descontos sobre a fatura total (sobre o consumo e sobre a potência contratada). Senão, tem de facto o desconto de 10% ou até mais mas sobre 3, 4 ou 5 € mensais. É um valor ridículo.

E não se esqueça que agora os contratos com as distribuidoras são anuais. O que quer dizer que se aproveitou uma promoção muito boa de uma empresa, daqui a um ano, os preços vão provavelmente aumentar – sem se aperceber – porque os descontos foram “actualizados”. Se não estiver muito atento às suas faturas mensais, de repente vai voltar a pagar mais de luz.

Coloque um alarme no telemóvel ou na sua agenda para um mês antes garantir junto da empresa que o desconto vai ser renovado (e peça isso por escrito, por mail por exemplo). Se não o renovarem pesquise qual é a melhor oferta no momento no mercado e mude. Não tenha medo de mudar. A partir de agora, vai ser assim. Vamos ter de nos habituar.

Podem ler esta crónica na revista Visão AQUI:

http://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2016-06-21-Eletricidade-Ja-mudou-para-o-mercado-liberalizado-

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